terça-feira, 3 de abril de 2012

texto 02: Um acontecimento, varias consequencias





 Com muito custo, em fim acabo cedendo, quando mais cedo começar, mais cedo acaba. Joguei as malas no porta-mala para deixar bem claro que nao estou nem um pouco contente de ir para casa de minha vó, e o resultado foi ate agradavel, quando volto ao carro, deparo com minha mae ponderando a ideia, mas no fim, ela resolve simplesmente ignorar, e seguir enfrente, rumo ao fim do mundo.
 O trajeto e longo, percebo que estamos chegando, quando perco totalmente o sinal do meu celular, em fim estou no fim do mundo. Mais alguns minutos de estrada de chao, e estou sentada no parapeito da janela, observando o imenso gramado, e as arvores que cercam a casa de minha vó. Antigamente gostava de ir a casa da minha vó, mas bem isso foi ate algumas horas atraz. Me recuso a relembrar novamente de tudo entao continuo apenas observando o gramado e o pomar, que um dia ja foram a coisa mais bonita que vi, mas hoje estao no completo descaso.
  O tao precioso silencio e interrompido, quando escuto passos se aproximando, e  vozes discutindo sobre o motivo de minha inesperada reaçao. Devo adimitir que pensar nas caras de espanto deles quando quebrei o telefone, e o unico motivo que tenho para rir. Mas o motivo e tao pequeno, que nao consegue fazer as lagrimas que escorrem em meu rosto parar. Por que fez isso comigo? O que eu fiz para voce?  Nao aguento ficar mais observando o campo, ele me traz lembranças demais. Como aquele dia em que cai da arvore enquanto colhia jabuticaba e kevin ficou mais desesperado do que eu mesma. Quando eramos apenas crianças brincando o dia todo no gramado, e so paravamos quando minha vo aparecia com uma vazilha de bolo quentinho e uma jarra de suco de laranja. Por que ta tudo tao diferente agora? Por que ele me tratou assim?
 Mas a pergunta mais importante e: Por que me importo tanto? Desde aquela noite, quando, depois de pasasr uma semana comigo, minha mae ia voltar para cidade, kevin e eu estavamos brincando, quando vi ela colocar as malas no carro, resolvi que queria ir com ela, sai correndo da arvore, kevin vinha atraz de mim, peguei todas as roupas de meu armario e joguei numa antiga mala de minha vo, sai correndo ate o carro, e fui para cidade e nem me despedi dele, mas isso faz 3 anos.
 Quem diria que as pessoas mudam tanto com o tempo? sabia que kevin esta chateado, que nao quiz ir ao meu aniversario de quinze anos, mas dizer aquelas coisas horriveis, quando lhe contei que ia voltar. - Estava com saudades de todos, nao podia esperar chegar-la para dar a noticia, e resolvi ligar para kevin e contar, que os velhos tempos voltaram, que ia voltar para roça, quando toda a animaçao minha vai por agua a baixo.
 - Para que voce vai vim Nora? Para acabar comigo denovo? Alguem na cidade descobriu quem voce e de verdade?
 - Como assim acabar com voce? eu de verdade? Kevin para de brincadeira
 - Para de brincar voce, acha que pode simplesmente dar um telefonema que tera sua marionete de volta? Nao sou seu brinquedo nora, nao pode simplesmente me deixar.....
  Desliguei na cara dele, nao queria mais ouvir nenhuma asneira, como assim acabar com ele? ate onde eu me lembre kevin era meu melhor amigo, nada explica ele me tratar assim.  isso nao faz parte dele, eu sei, eu o conheço, e e por conhece-lo que torna tudo isso mais dificil de suportar, eu reconheci o tom de sinceridade na voz dele. Por que minha mae me obrigou a vim? Acho que ela estava surpresa. Mas surpresa a ponto de me obrigar a vim? isso nao faz sentido, na realidade, nada disso faz sentido.
  O clarao de um relampago me faz retornar a realidade, olho pela janela e vejo que começou a chuver, mas algo me chama atençao, mais do que a chuva, mas do que os relampagos ou de qualquer coisa que eu ja vi, la estava kevin se dirigindo para a entrada da casa de minha vo, observo aprenciva quando escuto seus passos em direçao ao meu quarto, corro e limpo as lagrimas e faço o possivel para parecer indiferente por tudo que aconteceu, nao vou dar este gostinho a ele de me ver triste.
 Quando a porta do quarto se rompe nao vejo o garoto da arvore. Kevin esta completamente diferente, seus olhos eram como orbitas negras, absorviam tudo e nao devolviam nada. Não que eu quisesse saber mais sobre ele. Se nao gostei do que vi por fora, duvidava de que fosse gostar do que espreitava la no fundo deste novo kevin. O unico porem é que isso nao era bem a verdade. Eu adorei o que vi. Musculos longos e esguios nos braços, ombros largos, mas relachados, e um sorriso que era meio debochado, meio sedutor. 
 Nada disso parecia ajudar com minha dor, pelo contrario so fazia ser mais dificil ainda minha tarefa de tentar segurar as lagrimas, que a qualquer instante poderiam voltar a escorrer. Já estava a ponto de expulsa-lo do meu quarto quando ele rompe o silencio.
 - Nao esperou o resto da historia Nora.
 - Nao bastou o chilique no telefone, agora vai dar um no meu quarto tambem?
 - Nora, eu te amo, voce nao esperou. Eu ia dizer que voce nao pode simplesmente me deixar completamente apaixonado e ir embora. Estava nervoso, nao suportaria a ideia de te ter e depois perder de novo.
  As palavras fugiram de minha boca. queria bota-lo para fora, xinga-lo por me por numa situaçao Tão complicada como aquela. Queria dizer que nao o amo, mas estava dificil convencer a mim mesma de que deveria ignorar algo que ja começava a parecer inrresistivel. As consequencias a seguir, eu nao previ, simplesmente me deixei levar e o  beijei lentamente, saboreando o gosto salgado do mar em sua pele...Sua boca percorreu meu pescoço e senti o toque da sua língua, o que fez com que meu coração saltasse dentro do peito. O beijo avançou para o meu ombro desnudo. Ele baixou a alça da minha camiseta e desceu com a boca pelo meu braço...
  - Nunca me deixe -  sussurou kevin
  - Nunca vou te deixar - falo mais para mim mesma do que para kevin, nunca mais irei embora.



ps.:  Bom este e outro texto para minha aula de produçao de texto,  ainda no tema pisicologico, nao terminei, e so o rascunho, que tiver ideias, correços deixem comentarios