Com muito custo, em fim acabo cedendo, quando mais cedo começar, mais cedo acaba. Joguei as malas no porta-mala para deixar bem
claro que nao estou nem um pouco contente de ir para casa de minha vó, e
o resultado foi ate agradavel, quando volto ao carro, deparo com minha
mae ponderando a ideia, mas no fim, ela resolve simplesmente ignorar, e
seguir enfrente, rumo ao fim do mundo.
O trajeto e longo,
percebo que estamos chegando, quando perco totalmente o sinal do meu
celular, em fim estou no fim do mundo. Mais alguns minutos de estrada de
chao, e estou sentada no parapeito da janela, observando o imenso
gramado, e as arvores que cercam a casa de minha vó. Antigamente
gostava de ir a casa da minha vó, mas bem isso foi ate algumas horas atraz. Me recuso a relembrar novamente de tudo entao continuo apenas observando o gramado e o pomar, que um dia ja foram a coisa mais bonita
que vi, mas hoje estao no completo descaso.
O tao precioso silencio e
interrompido, quando escuto passos se aproximando, e vozes discutindo
sobre o motivo de minha inesperada reaçao. Devo adimitir que pensar nas
caras de espanto deles quando quebrei o telefone, e o unico motivo que
tenho para rir. Mas o motivo e tao pequeno, que nao consegue fazer as
lagrimas que escorrem em meu rosto parar. Por que fez isso comigo? O que
eu fiz para voce? Nao aguento ficar mais observando o campo, ele me
traz lembranças demais. Como aquele dia em que cai da arvore enquanto
colhia jabuticaba e kevin ficou mais desesperado do que eu mesma. Quando
eramos apenas crianças brincando o dia todo no gramado, e so paravamos
quando minha vo aparecia com uma vazilha de bolo quentinho e uma jarra
de suco de laranja. Por que ta tudo tao diferente agora? Por que ele me
tratou assim?
Mas a pergunta mais importante e: Por que me
importo tanto? Desde aquela noite, quando, depois de pasasr uma semana
comigo, minha mae ia voltar para cidade, kevin e eu estavamos
brincando, quando vi ela colocar as malas no carro, resolvi que queria
ir com ela, sai correndo da arvore, kevin vinha atraz de mim, peguei
todas as roupas de meu armario e joguei numa antiga mala de minha vo, sai correndo ate o carro, e fui para cidade e nem me despedi dele, mas isso faz 3 anos.
Quem diria que as pessoas mudam
tanto com o tempo? sabia que kevin esta chateado, que nao quiz ir ao meu
aniversario de quinze anos, mas dizer aquelas coisas horriveis, quando
lhe contei que ia voltar. - Estava com saudades de todos, nao podia esperar chegar-la para dar a noticia, e resolvi ligar para kevin e contar, que os velhos tempos
voltaram, que ia voltar para roça, quando toda a animaçao minha vai por
agua a baixo.
- Para que voce vai vim Nora? Para acabar comigo denovo? Alguem na cidade descobriu quem voce e de verdade?
- Como assim acabar com voce? eu de verdade? Kevin para de brincadeira
-
Para de brincar voce, acha que pode simplesmente dar um telefonema que
tera sua marionete de volta? Nao sou seu brinquedo nora, nao pode
simplesmente me deixar.....
Desliguei na cara dele, nao queria mais ouvir nenhuma asneira, como
assim acabar com ele? ate onde eu me lembre kevin era meu melhor amigo,
nada explica ele me tratar assim. isso nao faz parte dele, eu sei, eu o
conheço, e e por conhece-lo que torna tudo isso mais dificil de
suportar, eu reconheci o tom de sinceridade na voz dele. Por que minha
mae me obrigou a vim? Acho que ela estava surpresa. Mas surpresa a ponto
de me obrigar a vim? isso nao faz sentido, na realidade, nada disso faz
sentido.
O clarao de um relampago me faz
retornar a realidade, olho pela janela e vejo que começou a chuver, mas
algo me chama atençao, mais do que a chuva, mas do que os relampagos ou
de qualquer coisa que eu ja vi, la estava kevin se dirigindo para a
entrada da casa de minha vo, observo aprenciva quando escuto seus passos
em direçao ao meu quarto, corro e limpo as lagrimas e faço o possivel
para parecer indiferente por tudo que aconteceu, nao vou dar este
gostinho a ele de me ver triste.
Quando
a porta do quarto se rompe nao vejo o garoto da arvore. Kevin esta
completamente diferente, seus olhos eram como orbitas negras, absorviam
tudo e nao devolviam nada. Não que eu quisesse saber mais sobre ele. Se
nao gostei do que vi por fora, duvidava de que fosse gostar do que
espreitava la no fundo deste novo kevin. O unico porem é que isso nao
era bem a verdade. Eu adorei o que vi. Musculos longos e esguios nos
braços, ombros largos, mas relachados, e um sorriso que era meio
debochado, meio sedutor.
Nada disso
parecia ajudar com minha dor, pelo contrario so fazia ser mais dificil
ainda minha tarefa de tentar segurar as lagrimas, que a qualquer
instante poderiam voltar a escorrer. Já estava a ponto de expulsa-lo do
meu quarto quando ele rompe o silencio.
- Nao esperou o resto da historia Nora.
- Nao bastou o chilique no telefone, agora vai dar um no meu quarto tambem?
-
Nora, eu te amo, voce nao esperou. Eu ia dizer que voce nao pode
simplesmente me deixar completamente apaixonado e ir embora. Estava
nervoso, nao suportaria a ideia de te ter e depois perder de novo.
As
palavras fugiram de minha boca. queria bota-lo para fora, xinga-lo por
me por numa situaçao Tão complicada como aquela. Queria dizer que nao o
amo, mas estava dificil convencer a mim mesma de que deveria ignorar
algo que ja começava a parecer inrresistivel. As consequencias a seguir,
eu nao previ, simplesmente me deixei levar e o beijei
lentamente, saboreando o gosto salgado do mar em sua pele...Sua boca
percorreu meu pescoço e senti o toque da sua língua, o que fez com que
meu coração saltasse dentro do peito. O beijo avançou para o meu ombro desnudo. Ele baixou a alça da minha camiseta e desceu com a boca pelo meu braço...
- Nunca me deixe - sussurou kevin
- Nunca vou te deixar - falo mais para mim mesma do que para kevin, nunca mais irei embora.
ps.: Bom este e outro texto para minha aula de produçao de texto, ainda no tema pisicologico, nao terminei, e so o rascunho, que tiver ideias, correços deixem comentarios

